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  • 1996 - Início das atividades da Ferrovia Centro–Atlântica após a desestatização da malha Centro–Leste da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), com período de exploração por 30 anos, renováveis por mais 30. A malha Centro–Leste tem 7.840 km de linhas, abrangendo sete estados (Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Goiás, Bahia e São Paulo), além do Distrito Federal. Na época, operava com 322 locomotivas e 7.816 vagões. Originalmente, a FCA foi consorciada pelos grupos Mineração Tacumã Ltda. (controlada pela Vale), Ralph Partners, Railtex International Holdings Inc., Interférrea S.A. – Serviços Ferroviários e Intermodais, Judori – Administração, Empreendimento e Participações S.A., Companhia Siderurgia Nacional (CSN), Gruçai Participações S.A., Tupinambarana S.A. e Varbra S.A. A concessão foi fixada em cerca de R$ 316 milhões. Voltada exclusivamente à operação ferroviária de cargas, a FCA passou a desenvolver logística focada em derivados de petróleo, álcool combustível e granéis como a soja.
  • 1997 - Início da utilização de sinalização e licenciamento via satélite (AUTOTRAC).
  • 1998 - Início da operação do trecho Araguari–Valefertil (FERROBAN) pela FCA, por contrato com a malha paulista.
  • 1999 - A Vale passa a liderar o grupo de controle da FCA. Inaugurado o Centro de Controle Operacional (CCO).
  • 2000 - Começa o novo ciclo de investimentos para aumentar a oferta de transportes, a segurança operacional, a manutenção de material rodante e a formação e reciclagem do pessoal técnico.
  • Início da utilização de aparelhos de cauda (End of Train – EOT), aumentando a segurança operacional e a produtividade.
  • 2001 - Início das operações do Trem Expresso, serviço multimodal rodoferroviário porta a porta que opera trens diários em rotas e horários predefinidos, com segurança e grande confiabilidade no transporte de cargas. 
  • Inaugurado o Centro de Pesquisa e Treinamento Ferroviário, o mais moderno centro de formação ferroviário do país.
  • 2002 - Início da utilização de sistemas eletrônicos de tração distribuída (Locotrol), permitindo o aumento do tamanho dos trens e da capacidade de transporte. 
  • Lançado o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC).
  • 2003 - A Vale assume o controle acionário da FCA (99,9%), por meio da Mineração Tucumã, de acordo com a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 
  • Conclusão do processo de cisão da FERROBAN. A FCA assume definitivamente a operação do trecho Boa Vista–Valefertil.
  • 2004 - Entre 1997 e 2004, a FCA investe R$ 1,4 bilhão. Em 2004, aplica R$ 485,6 milhões na ferrovia, contra R$ 102,6 milhões no primeiro ano de concessão (1997). A FCA transporta 10,2 bilhões em tku no ano – 52% a mais do que a média de cargas transportadas pela RFFSA entre 1989 e 1995. 
  • É ultrapassada a marca de 2,4 milhões de toneladas de bauxita transportadas (acumulado). 
  • Implantado o Cinema nos Trilhos, facilitando o acesso de moradores das cidades ao longo da via férrea ao cinema. O programa percorre 20 municípios, atingindo público estimado de 65 mil pessoas. Início do curso de Pós-graduação em Engenharia Ferroviária, em parceria com a PUC de Minas Gerais.
  • 2005 - Instalado o sistema de padronização e auditoria na identificação de produtos perigosos. 
  • A FCA atinge índice médio de 30 acidentes de trem por milhões de quilômetros – o menor de sua história. Em 1997, primeiro ano da concessão, o índice foi de 117,5.
  • 2006 - Autorizada a construção da Variante Litorânea Sul, trecho de 160 km ligando Vitória a Cachoeiro de Itapemirim, ambas no Espírito Santo. A nova via ampliará a capacidade de transporte em 13 milhões de toneladas anuais de minério de ferro e outras cargas. 
  • Inaugura-se o Trem da Vale, projeto de R$ 48,5 milhões que restabeleceu a ligação entre as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, ambas em Minas Gerais, por meio de uma maria-fumaça. Os 18,7 km da ferrovia foram reconstruídos, e houve a adequação das quatro estações existentes no percurso. O trem possui capacidade para 300 passageiros sentados. 
  • A Ferrovia Centro–Atlântica fecha contrato de R$ 16,7 milhões para a aquisição de 400 computadores de bordo para as locomotivas. O objetivo é detectar atos de vandalismo nos trens.
  • 2008 - A Vale importa da China duas locomotivas de última geração para trafegar pela Rota do Calcário, entre Arcos, em Minas Gerais, e Volta Redonda, no Rio de Janeiro, na malha da Ferrovia Centro–Atlântica.
  • 2009 - A FCA anuncia contrato com a Multigrain para o transporte de grãos. Com o acordo, a ferrovia irá aumentar em 50% o volume anual transportado para a empresa.
  • 2010 - FCA fecha o maior contrato de transporte de açúcar da sua história com a Copersucar. São 500 mil toneladas de açúcar ao ano levados de Ribeirão Preto para o Porto de Santos, ambos no estado de São Paulo.
  • 2011 - A Vale planeja investir R$ 3,5 bilhões nos próximos quatro anos no aumento da capacidade de transporte de dois importantes ativos do grupo: a Ferrovia Centro–Atlântica (FCA) e o Terminal Marítimo da Ultrafertil (TUF), em Santos, São Paulo.
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